11.7.10

51 completa 51 anos de boas ideias

Quem nunca disse “Uma boa ideia” ao ouvir o número 51?


       A cachaça líder no segmento no Brasil, dominando mais de um terço desse mercado, fez com que seu slogan se tornasse mais do que uma ferramenta de Marketing. Virou um patrimônio cultural do povo brasileiro. É por isso que em 16 de junho, a Pirassununga 51 teve  muito o que comemorar no seu aniversário de 51 anos.


       Das oito marcas quem compõem o portfólio da Cia Müller de Bebidas, a famosa cachaça branca é a mais importante para o grupo. A bebida vende no Brasil cerca de 14,4 milhões de litros por mês. No mercado externo, esse típico produto brasileiro está presente em mais de 30 países. O principal foco no exterior é Portugal, seguido por Alemanha e Japão.


       Durante seus 51 anos de história, a marca fez um caminho diferente de todas as outras que buscam a inovação. A embalagem tradicional da Pirassununga 51 e seu logo pouco mudaram desde a fundação da fábrica.

      Exceto por alguns selos promocionais, como um em homenagem ao centenário de Santos Dumont, em 1973; um que celebrava os 40 anos da marca, em 1999; e, agora, o comemorativo ao aniversário.

      As únicas mudanças notadas nas embalagens foram uma pequena adaptação de linhas e da fonte utilizada no logo. “Desde o início, nossa marca foi trabalhada de uma forma tão forte que não caberia fazer mudanças. Encaramos isso como um jeito de preservar nosso patrimônio”, afirma Paula Videira, Gerente de Marketing da Cia Müller de Bebidas, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Trabalho diferenciado no nordeste

       Outro atributo que a 51 não muda é o famoso slogan criado em 1978. Por isso, nenhuma ação foi feita especialmente para o aniversário da marca. “As campanhas levam a assinatura ‘2010 – 51 anos de 51’, falando sobre o aniversário, mas como o trabalho com os slogans é o principal foco, eles preferem deixar a comemoração em segundo plano.

        Slogans, no plural, porque desde 2007, a frase deixou de ser um agente provocador e passou a traduzir um "estado de espírito" do consumidor. O “Boa ideia” se transformou em "Boa ideia é ser brasileiro" em quase todo o Brasil, reforçando a identidade da marca com o povo brasileiro.

         No nordeste, porém, a comunicação passou a ser por meio do mote “Uma boa ideia puxa outra”. “O nordeste funciona como uma espécie de país dentro do Brasil. Eles têm diferentes hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso precisamos de uma linguagem mais regional para nos aproximarmos desse público”, explica a Executiva.


          A cada campanha na região, a frase é adaptada a costumes populares. Nesta época do ano, em que acontecem comemoração típicas de São João, a assinatura utilizada é “São João e 51 – Uma boa ideia puxa outra”. Para estar ainda mais presente, a Cia Müller de bebidas também abriu sua segundo fábrica, em Pernambuco. “O nordeste é um mercado muito importante e com essa fábrica mostramos mais de perto como é o nosso trabalho”, completa executiva da marca.



Muito além do slogan..



Mais do que conquistar o consumidor, as marcas de bebidas têm que agradar também aos donos de bares e restaurantes. Para reforçar a relação com os profissionais de mais de um milhão de pontos de dose nos quais a marca está presente, a empresa aposta em ações de Marketing Promocional. A maioria delas envolve objetos para a composição dos bares.



Atualmente, uma iniciativa troca tampas de garrafas da bebida por brindes. Os donos de pontos-de-venda que juntarem 51 tampas ganham uma dúzia de copos decorados com a marca 51. Os que conseguirem 160 ganham uma bola de futebol e, 240, uma sanduicheira elétrica.







A Cia Müller de bebidas também desenvolve uma revista que será distribuída para o segmento. A ublicação tratará de assuntos importantes para profissionais do trade. “Trabalhar com material de sinalização e expor a marca em eventos também é essencial, já que nossa área promocional é muito restrita”, garante Paula, referindo-se à proibição de fazer ações de merschadising dentro dos bares para incentivar o consumo de bebidas alcoólicas.







Outros produtos, nova comunicação



A cachaça 51 é destinada a públicos variados. Nas classes C e D ela é vendida para consumo em dose, enquanto nas A e B é utilizada na preparação de drinks. Mas, para agradar a todos os consumidores, a Cia Müller também está presente em segmentos não tão conhecidos do grande público, mas que serão os novos focos da empresa.







É o caso da Caninha 29, voltada para as classes C e D, devido ao seu preço. Para essa linha, não há nenhum tipo de comunicação, tudo para cortar ainda mais os custos e não repassá-los ao consumidor.

Por outro lado, a Reserva 51, lançada em julho do ano passado, é um produto Premium, custa em média R$160,00 e tem garrafa e tampas importadas. A Companhia também possui em seu portfólio o conhaque Domus, a Cachaça 51 Ouro e o Mix 51, um preparo em pó utilizado para a mistura de caipirinha.







Embora esses produtos tenham o público adulto como consumidor, a empresa tem ainda a 51 Ice, disponível nos sabores Limão, Tangerina e Maracujá - do segmento de refrigerantes alcoólicos - e a Terra Brazilis, apostas para atrair os jovens.

A bebida é mais leve e suave que a cachaça branca, pode ser utilizada em drinks e deve ser consumida gelada. “Essa versatilidade do produto atrai os jovens, mas ainda não assumimos esse posicionamento”, conta Paula, afirmando que até o fim de 2010 haverá um novo projeto de comunicação que aproximará a Terra Brasilis de seu público-alvo. “Vamos fortalecer a relação com outros produtos e públicos, mas sem perder o foco que nos fez tão importante nesse 51 anos”, conclui Paula Videira.

5.7.10

Atuação Profissional

Comunicação e Marketing Religioso

Este estudo esta sendo desenvolvido aos poucos e aborda conceitos e discussões dos principais pensadores sobre o Marketing Religioso.


Resumo

           Se o termo "Marketing" ainda enfrenta grande imprecisão conceitual, "Marketing  Religioso" também carece de uma definição mais precisa. Marketing Religioso significa 80% de teologia e doutrina (conteúdo) e apenas 20% de retórica (forma). Significa, também, uma troca de valores simbólicos com o ambiente, o que garante a atualização das mensagem religiosa ao longo do tempo. Para isso, é necessário recorrer às obras de Alfred
Chandler, Peter Drucker, Al Ries e Jack Trout. A conclusão é de que as igrejas têm muito mais a ensinar, hoje, do que aprender com a Comunicação e o Marketing das empresas capitalistas.

Palavras-chave


Marketing Religioso; Comunicação Religiosa; Posicionamento; Pentecostalismo; Igreja Católica

Corpo do trabalho


1. Introdução

      Ao analisar a Comunicação e o Marketing da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o professor Leonildo Silveira Campos (1999) afirmou ser simplismo denunciar a retórica e as estratégias de propaganda da Igreja como mera manipulação ativa de massas passivas, pois seu marketing supõe necessidades e desejos insatisfeitos. Em outras palavras,

“é possível enganar todas as pessoas por algum tempo, enganar algumas pessoas o tempo todo, mas não é possível enganar todas as pessoas o tempo todo”.

          Para o senso comum, se isoladamente a palavra “marketing” carrega um sentido pejorativo, associá-la a algo “sagrado” cheira a heresia. A religião trata das “verdades superiores”, enquanto o marketing seria pura retórica. A única forma de reconhecer seu valor — inegável na prática — é rebaixando-o em relação à “verdade”, seja da prática subjetiva das revelações divinas, seja do esforço racional da teologia. Ele é útil, mas secundário.

2. Visão tradicional sobre "Marketing Religioso"

               Quem melhor sintetizou este pensamento foi Olavo de Carvalho (1997), ao resenhar o livro Mídia e Cidadania: faça você mesmo, de Jorge Maranhão (1993). “[De acordo com Jorge Maranhão], o bom líder não é aquele que age segundo sua consciência fundada no conhecimento, mas aquele que segue a todo preço a opinião pública e, não podendo persuadi-la do certo, adere festivamente ao errado para não correr o risco de ‘acabar solitário com a sua verdade’ [...] é preciso estar hipnotizado pelo fascínio do marketing em grau quase demencial para enxergar algum atrativo na oferta de, em troca do ingresso no ‘livre mercado das idéias’, atirar ao lixo tudo o que dá valor e sentido à vida.


              O homem que prefere a solidão da verdade à companhia dos mentirosos não tem certamente buena prensa; mas é o mais belo tipo moral humano, personificado em Cristo: superior em marketing era Barrabás. Maranhão pretende que santifiquemos o voto da turba, pelo qual até um panaca como Pôncio Pilatos era sensato demais para se responsabilizar” (CARVALHO: ibid, 167, grifos nossos).

A seguir, chega a uma conclusão “bombástica” sobre o progresso filosófico e científico contemporâneo, analisando a classe dos “intelectuais” modernos:
“Quem elevou a classe dos técnicos e cientistas ao estatuto de uma casta sacerdotal não foi nem a física de Einstein, nem a genética de Mendel, nem qualquer teoria científica, mas a retórica iluminista e, depois, positivista. Os homens que criaram o poder científico — Voltaire, Condorcet, Comte, Renan — não eram cientistas nem mesmo num sentido aproximativo do termo, mas comunicadores, homens de marketing como
Maranhão.

               A noção mesma de ‘intelectual’ no sentido moderno, é sobretudo a de um retórico — um agitador de idéias, que nada descobre ou cria por si mas faz um barulho imenso e põe em movimento a máquina da História [...]. À testa de todos (sic) as correntes de opinião que agitam  mundo há duzentos anos, não se encontra nunca um verdadeiro homem de ciência , um filósofo no sentido clássico do termo, um genuíno artista criador, um religioso autêntico ou mesmo um puro homem de ação, mas sempre e invariavelmente um ‘intelectual’ — um indivíduo que tem o dom de, pela palavra, transformar as idéias em forças agentes. Vale dizer: um retórico, um publicitário.


             São publicitários os autores da Enciclopédia , os pioneiros do movimento socialista, os ideologues do liberalismo, os propagadores do espiritismo e da teosofia, os apologistas do positivismo, os instigadores da Comuna de Paris, os porta-vozes de ambos os partidos no caso Dreyfus; são retóricos Lênin e Trotsky, Hitler e Mussolini, Churchill e Roosevelt, Gandhi e Mao [...]. Mesmo antes do advento do mundo moderno, e do ‘intelectual’ ou retórico puro que constitui a sua figura dominante, já era a retórica a fonte do poder.

            Quem transformou a Igreja em força política não foram os teólogos especulativos, mas os pregadores [...]. É a retórica de S. Bernardo — e não a teologia de Tomás ou de quem quer que seja — que leva a Europa à aventura das Cruzadas, da qual sai menos cristã do que quando entrou” (ibid, 167s, grifos nossos).

                Em primeiro lugar, é preciso questionar o que seriam “verdadeiros homens de ciência” para Carvalho nos dois últimos séculos. Na economia, se não foram “verdadeiros homens de ciência” David Ricardo, Malthus, Stuart Mill, Hayek, Keynes, Milton Friedman, Gary Becker, Galbraith e, entre nós, Celso Furtado e Mário Henrique Simonsen, não imagino quem o seja.

                O único que escapa do período de Carvalho foi Adam Smith, mesmo assim por menos de duas décadas — Ensaio Sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações foi publicado em 1776, enquanto o artigo do Carvalho provavelmente foi escrito em 1995. Até Jean-Baptiste Say não “escapou” por pouco, a primeira edição de Tratado de Economia Política é de 1803.

              Quanto a Karl Marx, referência constante para Carvalho, não há diferenciação entre a elaboração de textos “intelectuais” de divulgação e ação política, como o Manifesto, e os teóricos ou “científicos”, como O Capital. Não creio que os conceitos de M—D—M e D—M—D’ (MARX: 1998, 137ss) sejam os mais adequados para “agitação”, sem entrar no mérito se a teoria marxista procede ou não.

             Portanto, não encontramos na ciência econômica “homens” mais importantes que os citados, que representam a base para as disputas políticas entre liberalismo e dirigismo estatal, movendo “a máquina da História” nos séculos passado e atual.

              Da mesma forma, todas as discussões contemporâneas sobre genética têm como pano de fundo as experiências de Mendel, assim como as divagações filosóficas sobre o significado do tempo não podem desprezar as conclusões de Einstein. Basta conferir como as descobertas científicas do final do século XIX e início do XX influenciaram a literatura de massa e, posteriormente, o cinema.

                Se os livros e películas “agitaram" o mundo cultural a partir dessas idéias, não significa que precisassem citar constantemente os “cientistas”.

                Ou então O. Carvalho se igualaria a Fernando Jorge, que imputou as mesmas acusações a Paulo Francis (CARVALHO: op. cit., 471). No campo religioso, as idéias de Carvalho sugerem, por associação, que líderes religiosos contemporâneos, como o Bispo Edir Macedo, sejam apenas grandes retóricos e que não há fundamentação teológica para sua prática. Em outras palavras, o Bispo Macedo seria uma espécie de “Barrabás”, gênio do “marketing”, elevado à categoria de fundador de igreja.

          Da mesma forma, Chico Xavier seria ou um mero retórico-propagador-publicitário — ainda que contando com a ajuda de André Luís, Emmanuel e outros “espíritos” na redação dos livros — ou apenas um religioso “autêntico”, quando na verdade foi as duas coisas para o Espiritismo.

          Para Carvalho, não há, por sinal, nenhum “teólogo” ou “religioso autêntico” no Kardecismo ou na Teosofia, na medida em que ambos foram criados há menos de 200 anos. Se ele usa o termo “propagadores”, é porque supõe que alguém criou a doutrina.

          Para a Umbanda, com menos de um século de existência, a situação é ainda pior.

          Como é uma religião fundada sem “religiosos autênticos” e “teólogos”, não se sabe de que modo foi difundida, já que passou metade de sua existência perseguida pela polícia, sem qualquer “publicidade”. Resta saber se as obras como as de Matta e Silva (1997), e Rubens Saraceni (2003) constituem doutrina teológica ou manuais de divulgação.

         O próprio Cristo, se tivesse nascido oito séculos depois, não seria um “religioso autêntico” para Carvalho, porque tinha o “dom da palavra” e conseguia convencer as pessoas a acompanhá-lo. Até “perder” em retórica para Barrabás, Jesus ostentava alguma “popularidade”, por isso incomodava os romanos, e poderia passar por mais um marketeiro.

        Ou então um “intelectual” que, nas palavras de Carvalho, “tem o dom de, pela palavra, transformar as idéias em forças agentes”. De acordo com o cristianismo, ninguém transformou tanto palavras em forças quanto o Filho de Deus, através dos milagres.

       A visão maniqueísta de O. Carvalho opõe necessariamente criadores a divulgadores.

      A diferença existe, mas a linha é muito mais tênue do que supõe o autor. De acordo com o professor e jornalista Nilson Lage:

“Na Introdução de um número recente da revista Lugar, editada sob a responsabilidade do Colégio Freudiano do Rio de Janeiro, lê-se um confissão extraordinária: definindo seus propósitos, dizem os organizadores da edição que se dispõem a combater a ‘vulgarização’, a ‘diluição’ e, enfim, a ‘banalização’ de suas reflexões. Vários dos professores alinhados no expediente da revista dificilmente subscreveriam tal frase [...] porque o artifício é por demais ingênuo [...]. entre ‘vulgarização’ e ‘diluição’, de um lado, ‘divulgação’ e ‘difusão’, de outro, a diferença é de natureza afetiva [...]. ‘Vulgarização’ é a divulgação que n ão interessa ao falante e ‘diluição’, a difusão que não lhe convém. O que se pretende de fato é manter fechado e elitista um saber do qual jamais se aproximem os intelectuais não comprometidos com o grupo, os estudiosos independentes, os estudantes e, sobretudo, os jornalistas e profissionais de comunicação em geral, empenhadas em entender as difíceis circunstâncias em que se processa o seu trabalho” (LAGE: 1978, 147s).

        O. Carvalho não considera a possibilidade de o mesmo indivíduo criar e praticar idéias originais e saber comunicá-las. O resultado das idéias de Carvalho é um interpretação longitudinal da história, considerando a modernidade (os tais “duzentos anos”) “inferior” ao período pré-Revolução Francesa. Mas o próprio Olavo de Carvalho revela que a retórica sempre existiu, o que invalida a comparação histórica.

3. Adaptação cosmética e adaptação em profundidade

            Acontece que o marketing não é oposto à “verdade”. A “adaptação” ao mercado não significa adaptação a superficialidades. Nem mesmo ao “gosto da maioria”, minoria ou quem quer que seja. A prática empresarial, por si só, já mostra isso. Muitos produtos de sucesso foram lançados à revelia das pesquisas de mercado, da opinião pública, ou da vontade expressa “da maioria”.

        O que importa não são os “achismos” de entrevistados, mas a lógica social e econômica que rege as relações de consumo. Até porque “opinião” nem esmo constitui uma “certeza” (POYARES: 1998, 68ss), reflete apenas uma tomada de posição em um determinado momento. Um retrato da situação aqui e agora. Nas palavras do publicitário Alex Periscinoto:


“O entrevistador bate à porta ou telefona e pergunta: ‘Que programa você está assistindo?’ Às vezes a pessoa está vendo um programa de auditório, mas é capaz de responder que está assistindo a um programa científico da TV Cultura. O Ibope sabe que lida com esse tipo de mentira branca, mentira permitida, pois o entrevistado não quer que seu status seja diminuído” (PERISCINOTO: 1988, 144).

Como disse Bill Bernbach, “boa propaganda só faz um produto ruim fracassar mais rápido” (LEVENSON: 1987).

        No campo das idéias, a duração pode atravessar gerações, mas algum dia mostrará sua inconsistência. Para evitar as armadilhas das retóricas individuais, Collins e Porras (1995), em "Feitas para Durar", analisaram empresas que prosperaram durante várias gerações. Se esse desenvolvimento no campo econômico fosse apenas produto de “retórica” ou “enganação”, não duraria tanto tempo.

Um produto, serviço, idéia ou pessoa que não corresponda a necessidades, desejos e demandas “verdadeiros” da estrutura social, não terá vida longa. A doutrina de Cristo poderia ter morrido com ele, mas permaneceu viva e cresceu através dos apóstolos. Podemos supor, que perdurou em virtude da "verdade" sobre a moral do ser humano.


           Portanto, é preciso diferenciar o marketing (adaptação) “de superfície” do marketing “de essência”, que mergulha na alma dos produtos, idéias e pessoas. No primeiro caso, a crítica de O. Carvalho tem fundamento, na medida em que muitos executivos e profissionais de comunicação se limitam aos aspectos “cosméticos” das mercadorias. Um caso recorrente na área de propaganda fala dos gerentes que passavam horas discutindo se a “florzinha da embalagem” deveria ser azul ou verde. Enquanto isso, o concorrente pesquisou uma nova fórmula que o tornaria líder de mercado em poucos anos.

           No nível superficial das adaptações, o que vale, realmente, é a retórica e a capacidade persuasão. A segunda visão aborda a adaptação em profundidade. Não se trata de modificar a superfície, mas a essência. Em vez de adaptações adjetivas, ocorrem adaptações substantivas. Por isso, 80% do planejamento de marketing de uma indústria alimentícia deveria ser destinado ao estudo de nutrição e engenharia de alimentos.

            Só 20% deveriam  ser destinados às técnicas de persuasão e à retórica, incluindo a comunicação propriamente dita, elaboração e execução de propagandas e táticas de promoção de vendas. Infelizmente, muitos profissionais da área não perceberam isso e inverteram a equação.

 4. O que é Marketing Religioso?


         Da mesma forma, o “marketing religioso” significa 80% de teologia e doutrina e 20% de retórica. Por mais que os apóstolos e os defensores das cruzadas fossem dominantes, a Igreja romana só se sustentou pelos 80% de conteúdo que foram, inicialmente, condensados no Novo Testamento.

        Assim como quem faz o marketing jornalístico é o jornalista, o marketing religioso não foi criado ou executado por leigos, ainda que especialistas em comunicação e negócios. A “cosmética” representa apenas
alterações de curto prazo, que o tempo se encarrega de varrer. As alterações “em essência” são a base firme das instituições “feitas para durar”. Assim, qualquer organização — seja uma igreja ou uma empresa — depende do relacionamento e da sinergia com o ambiente externo.

         Só se desenvolve a organização que otimiza seu conhecimento (DRUCKER: 1998) de recursos materiais (inovação tecnológica) ou simbólicos (marketing) para a criação de mercadorias, serviços, idéias ou políticas. Ressalte-se que o conhecimento de marketing representa a visão diferenciada sobre o contexto social, político, econômico e cultural, como forma de orientação. A inovação tecnológica em uma igreja compreende às revelações divinas para elaboração inicial da doutrina.

         Marketing para uma instituição religiosa significa a troca de valores simbólicos com o ambiente, à medida em que a organização se desenvolve. Não se trata apenas de incorporar valores folclóricos, mas de adaptações na essência de práticas e doutrinas.

        Mesmo O. Carvalho reconhece que, à medida em que se desenvolveu, o catolicismo incorporou elementos, filosofias e até divindades de diversas culturas. Haja vista aos santos negros e ao papel dos religiosos católicos em defesa do sistema de “cotas raciais”.

         A Igreja romana se adaptou às particularidades de cada época, reforçando sua teologia e prática eclesiástica — do apóstolo Paulo ao Concílio Vaticano II e o papado pop de João Paulo II..

       Por mais que soe desagradável ou “profano”, isto é “marketing religioso”. No caso brasileiro, o resultado foi que o catolicismo permaneceu hegemônico na religiosidade brasileira (BITENCOURT FILHO: 2003), com a opinião pública apoiando qualquer ataque direto, como o “chute na Santa” protagonizado pelo pastor da Igreja Universal, Sergio Von Helde.

        Para Muniz Sodré (1988b), o conceito de “marketing amplo” que utilizamos corresponde ao que chamou de “jogo”. De acordo com o termo, também constituem casos de “marketing religioso” para os candomblés yorubás a formação do corpo de obás (ministros) do Axé Opô Afonjá, na década de 1920, por Mãe Aninha (ibid, 66ss); a incorporação de termos católicos (“fé”) no vocabulário do oluô Agenor Miranda (ibid, 93ss) e as reuniões entre terreiros para combater a discriminação religiosa (OLIVEIRA: 2003).

          Não há distinção essencial deste “marketing religioso” para as práticas, por exemplo, da IURD. As diferenças em aparência se referem à comparação natural entre instituições milenares, como o catolicismo e as religiões africanas, e uma denominação pentecostal criada em 1977. Da mesma forma, a essência do comércio é a mesma em uma feira medieval ou em um shopping center. Se a Igreja Universal inovou com o
posicionamento contra a Umbanda (REFKALEFSKY: 2004), na arquitetura dos templos e no uso da televisão (RUUTH: 1995), a Igreja Católica empregou “estratégias de marketing” semelhantes há vários séculos.

5. Pioneirismo em Marketing da Igreja Católica

O consultor Francisco Madia de Souza (1999: 22) relacionou alguns casos pioneiros como “ “marca e logotipo” (a cruz), “comunicação auditiva” (sinos para chamar os fiéis à missa), “ponto de venda (place)” (igrejas sendo a construção mais alta e central de uma cidade), “licenciamento” (distribuição de santinhos e medalhinhas) e até “comunicação virtual”, através das orações. Acrescentamos a este último exemplo comunicação “interativa”, no caso dos místicos e iluminados.

              O publicitário Alex Periscinoto (op. cit.), em palestra para a CNBB em 1997, cita ainda os confessionários como forma de “pesquisa de mercado”; o “melhor audiovisual do mundo”, a Via Sacra; o “cenário” das igrejas; e o “fundo musical” com o órgão, coro ou sineta. Periscinoto conclui a palestra com recomendações para a Igreja.

             “Eu queria volta para, digamos assim, o marketing da igreja. vamos falar dos segmentos de mercado. O público de você está nitidamente dividido em três. O primeiro comprador em potencial do produto que vocês oferecem são os doentes. Os doentes querem, precisam, necessitam de fé.

             Em relação a eles, vocês [CNBB] não precisam fazer nenhum esforço: renova-se a fé e há uma necessidade maior de fé.[...] O segundo segmento [...] são os velhos. Os idosos também modificam o seu jeito de pensar à medida que atinge mais idade; as pessoas passam a acreditar na passagem desse mundo para o outro, tendem a ter fé e há então uma volta à igreja. Mas o grande, o terceiro pedaço do mercado, o enorme contingente que vocês talvez estejam com dificuldade de atingir é aquela massa de crianças, jovens e adultos sadios e no auge da vida. Este grande pedaço do mercado, que deve representar mais de 80% do total, está mais ou menos fora do alcance de vocês por várias razões.

Primeiro: quando falar com eles? Segundo: como falar com eles? Terceiro: onde? Que tipo de coisa esse pessoal está fazendo, quando estão dispostos a ouvir?”  (ibid., 147s).

              O publicitário aponta como estratégia fundamental o uso da televisão, não necessariamente comprando canais ou exibindo missas às oito horas da manhã de domingo, quando os jovens ainda estão dormindo. Até o desenvolvimento no Brasil do movimento carismático, não houve modificações substanciais na política de comunicação da Igreja.

           Com isso, o espaço aberto foi ocupado pela Igreja Universal — por sinal, criada no ano em que Periscinoto fazia a palestra para a CNBB — e demais denominações pentecostais. Uma estratégia pouco comentada dos evangélicos é visitar hospitais para levar conforto espiritual, na mesma linha pregada por Alex Periscinoto.

        No caso da IURD, afirmamos que a oratória de Edir Macedo, bispos e pastores; a arquitetura dos templos; os estádios lotados e os programas de rádio e TV significam apenas 20% do esforço de planejamento. Como representam a face visível da Universal, causam a impressão de “manipulação” e “retórica”, quando na verdade são esforços secundários.

     Os 80% se referem ao estudo (pesquisa) sobre a natureza da religiosidade brasileira. Para qualquer sacerdote ou obreiro da IURD, as obras de José Bittencourt Filho (2003), Antônio Gouvêa de Mendonça (1997), Muniz Sodré (1996; 1998b) e Yvonne Maggie (1975) são mais importantes para o “marketing” do que a maioria dos livros de administração, negócios e comunicação.

           A tensão entre verdade revelada do sagrado e as transformações do mundo  representa o grande desafio para teólogos, pregadores e fiéis. A maior parte dos religiosos chama este trabalho de “adequação da doutrina aos novos tempos”, mesmo que represente uma volta ao passado, como pregam os fundamentalistas de diversas crenças. De qualquer forma, consideramos esta definição prolixa. Melhor chamar simplesmente de “marketing religioso”.

          Entender crenças, hábitos e práticas religiosas dos brasileiros permite que o conhecimento se transforme em oportunidade, como ocorreu com o Bispo Macedo para fundar a IURD. De tanto mergulhar na realidade dos cultos sincréticos, Edir Macedo descobriu as contradições fundamentais do cultos como a Umbanda e as atualizou no contexto da economia do final do século XX.

      A falta de organização e sistematização desses cultos, refletida em todo tipo de problema material e espiritual, foi contraposta na  IURD pela estrutura episcopal altamente centralizada, que impede qualquer desvio prática ou doutrinário.

      Ao longo da história, as igrejas têm muito mais a ensinar do que aprender com as empresas modernas. Alex Periscinoto chega a afirmar que todos os conceitos de marketing foram criados pela Igreja. Só acrescentamos, como ressalva, as categorias criadas pelo Exército, instituição tão antiga quanto a religião.

      Ambos representam as duas primeiras formas de organização social, seja com objetivo de dominar, pela força, a natureza e outros grupos humanos, seja para entender e cultuar o sagrado e estabelecer a comunhão entre os homens.

6. Conclusão

           No século XX, o paradigma de organização foi a empresa capitalista, cuja estrutura surgiu com a revolução industrial. O processo de secularização da sociedade, iniciado no século XIX, colocou as organizações religiosas em segundo plano. Mas na passagem para o século XXI, o modelo clássico de estrutura empresarial entrou em declínio, acompanhado da crescente importância dos novos movimentos religiosos e das organizações sociais, de modo geral.

          Tanto os empreendimentos capitalistas como as igrejas — sem falar em partidos políticos e outras organizações de ação coletiva — confluíram para um tipo de organização descrito pelo que chamamos de “autores contemporâneos” como Michael Hardt e Antônio Negri (2001), Manuel Castells (1999) e Jeremy Rifkin (2000).
 
      Mesmo usando métodos de trabalho e enfoque diferenciados, mesmo chegando a conclusões pragmáticas opostas, esses autores se equivalem do ponto de vista empírico, ao constatar e exemplificar este novo tipo de organização.

       Porém, as definições já constavam dos clássicos de comunicação e negócios. Alfred Chandler Jr. (1997; 1998), mostrou de que forma a estrutura da firma industrial nasceu e prosperou. O levantamento empírico de Chandler — que é mais um historiador dos negócios do que um teórico de administração — aponta para as contradições intrínsecas desse modelo de organização.

     Um fator importante para essas conclusões foram os trabalhos realizados pelo autor, no início da carreira, para a Marinha dos EUA. Ou seja, em uma das instituições que representam o paradigma da organização social, ao longo da história. Isto explica a visão distanciada de Chandler em relação às empresas, que não cai na armadilha da personalização para o bem (o mito dos “gênios empresariais”) ou para o mal (empresários “ladrões”). Em vez destas visões personalistas, Chandler optou por um terceiro caminho, ao estudar racionalidade organizacional e administrativa, entendidos como a relação entre "estratégia e estrutura".

      Seguindo mesmo raciocínio e realizando uma pesquisa de campo tão ampla quanto a de Chandler, James Collins e Jerry Porras (op. cit.) derrubaram uma série de mitos que supostamente explicariam o sucesso duradouro de empresas centenárias.

        Os professores descobriram que o diferencial está na manutenção de um conjunto central de valores que podemos chamar de “cultura corporativa”. Esses valores existem de maneira independente da cúpula da empresa, embora possam ser estimulados por ela.


        A cultura corporativa garante uma base simbólica para que a organização possa se reinventar, superando todo tipo de fracasso momentâneo. Desta forma, as empresas “feitas para durar”, em referência ao título do livro, conseguem enfrentar variações conjunturais, humores passageiros da liderança e quebras de paradigmas no mercado e na sociedade.

             Pesquisadores de ciências sociais e antropológicas chegaram as mesmas conclusões em relação a organizações simbólicas, com estrutura diferente das empresas capitalistas.

           Por exemplo, Muniz Sodré (1988b), apesar de desconhecer esta literatura específica de ciência das organizações, mostra como a “cultura negra” no Brasil foi “feita para durar”. Os descendentes de africanos preservaram a "dimensão territorial mítica", o que permitiu todo o tipo de interação simbólica com outras culturas e de atualizações de valores de acordo com as mudanças conjunturais.

             Também influenciado por Alfred Chandler, Peter Drucker (op. cit.) criou a base conceitual para descrever os fenômenos das novas organizações, mas sua contribuição é pouco lembrada pelos autores contemporâneos. Isto ocorre devido à imprecisão de alguns termos, como acontece com os pioneiros de qualquer área. Drucker, assim como Marx, Freud e Einstein, não podia criar termos totalmente novos, pois seria incompreendido, mas se usasse palavras consagradas, corria o risco de perder seu conteúdo revolucionário.

                    Normalmente, uma segunda geração sistematiza o trabalho criativo desses pioneiros. Se há orgulho nos discípulos em se dizer “freudiano”, “marxista” ou “einsteniano”, na área de administração o mesmo não ocorre. Muitos acadêmicos e profissionais, na verdade, usam palavras artificialmente novas para nomear as categorias de Drucker. Com essas palavras — que o marketing chama de “nomes-fantasia”, ou seja, uma  adaptação “cosmética” — os seguidores podem se colocar na posição de inventores dos conceitos, sem precisar citar a fonte, e fazer sucesso nos mercados editorial e de consultoria.

           Mas assim como Nietzsche afirmou que a filosofia ocidental não passa de anotações nas margens dos "Diálogos" de Platão, os autores que tratam das organizações na sociedade contemporânea, mesmo sem saberem, apenas aprofundam ou exemplificam as categorias de Peter Drucker.

       Nos limites de nosso trabalho, relacionamos apenas duas contribuições do autor, já elaboradas na década de 50. A primeira, é o fato de que uma empresa capitalista clássica representa um caso particular de organização e que, com as exceções de praxe, sempre andou a reboque de outras estruturas sociais em termos de inovação e relevância social.

       A segunda contribuição é o que chamamos de “visão estratégica”. Os objetivos e recursos de qualquer organização estão fora e não dentro dela. Os objetivos podem ser determinados pelo mercado (no caso das empresas capitalistas), Estado (estatais e fornecedores), fundações (ONGs e instituições sem fins lucrativos) e até Deus (religiões).

       Qualquer ação, portanto, depende desses elementos externos, em primeira instância. Quanto aos recursos, se resumem em conhecimento aplicável, que determinou a criação do conceito de "trabalhador do conhecimento" por Ducker. Este conceito está implícito em todos os autores contemporâneos, embora muitos não tenham consciência do fato.

       Se os objetivos e recursos são externos, a aplicação só ocorre quando há comunicação, em sentido amplo, entre a organização e as instâncias “de fora”. Por isso, a evolução da historiografia de Chandler e das categorias de Drucker leva a questões teóricas e práticas contemporâneas, que foram pioneiramente desenvolvidas nas campanhas de Bill Bernbach (LEVENSON: 1987; REFKALEFSKY: 1999) e na obra de Al Ries e Jack Trout (1997). O fato dos três nomes trabalharem na publicidade comercial não invalida que as conclusões e casos possam ser aplicados a outras formas de organização.

      Chandler, Collins, Porras, Drucker, Bernbach, Ries e Trout representam a exceção para o que dissemos sobre a irrelevância dos livros tradicionais de marketing e negócios para os religiosos. São estes autores que mostram o mecanismo de passagem, em qualquer organização, dos 20% de “retórica” para os 80% de “estudo e pesquisa”. Ao longo da história, é o caminho de todas as instituições duradouras, inclusive a Igreja Católica, a organização que mais soube se adaptar às mudanças na história nos últimos dois milênios.

7. Referências Bibliográficas

BARCELLOS, Mario César. Os Orixás e o Segredo da Vida: lógica, mitologia e ecologia. Rio de
Janeiro: Pallas, 1992.

BITTENCOURT FILHO, José. Matriz Religiosa Brasileira: religiosidade e mudança social.
Petrópolis: Vozes; Rio de Janeiro: Koinonia, 2003.

CAMPOS. Leonildo Silveira. Teatro, Templo e Mercado: organização e marketing de um
empreendimento neopentecostal. Petrópolis: Vozes, 2a Edição, 1999.

CARVALHO, Olavo de. O Imbecil coletivo. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade, 6a Edição
revista, 1997.
 
CASTELS, Manuel. A sociedade em rede. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.


CHANDLER JR., Alfred D. Strategy and Stucture: chapters in the history of the American Industrial Enterprise. Cambridge, Massachusetts (EUA): MIT, 10a Edição, 1998. _____________. The Visible Hand: The managerial revolution in American business. Cambridge, Massachusetts (EUA): Harvard University / Belknap, 14a Edição, 1997.

COLLINS, James C. e PORRAS, Jerry I. Feitas para Durar: Práticas bem-sucedidas de empresas visionárias . Tradução de Silvia Schiros. Rio de Janeiro: Rocco, 1995 (Administração e Negócios).

DRUCKER, Peter. Administrando para obter Resultados. Tradução de Nivaldo Montingelli Jr. São Paulo: Pioneira, 1998 (Administração e Negócios).

HARDT, Michael & NEGRI, Antônio. Império. Rio de Janeiro: Record, 2001.

LAGE, Nilson. “Fragmentação, Unidade e Liberdade”, In AMARAL VIEIRA, R. A. [org.], Comunicação de Massa: o impasse brasileiro. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1978, pp. 145-164.

LEVENSON, Bob [org.]. Bill Bernbach´s Book. Nova York (EUA): Villard, 1987.

MAGGIE ALVES VELHO, Yvonne. Guerra de Orixá: um estudo de ritual e conflito. Rio de Janeiro: Zahar, 1975 (Antropologia Social).

MARANHÃO, Jorge. Mídia e Cidadania: faça você mesmo. Rio de Janeiro: Topbooks, 1993.

MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Tradução de Reginaldo Sant´Anna. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 16a Edição, 1998, 6 vol.

MATTA E SILVA, Woodrow Wilson da (Mestre Yapacani). Umbanda de Todos Nós. São Paulo:
Ícone, 1997.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa. Protestantes, Pentecostais & Ecumênicos: O campo religioso e
seus personagens. São Bernardo do Campo, SP: Umesp, 1997.
 
OLIVEIRA, Rafael Soares de (org.). Candomblé: diálogos fraternos contra a intolerância religiosa. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

PERISCINOTO, Alex & TELLES, Isabel. Mais vale o que se Aprende que o que te Ensinam. São Paulo: Best Seller / Círculo do Livro, 4a Edição, 1998.

POYARES, Walter. Imagem Pública: glória para uns, ruína para outros. São Paulo: Globo, 2a  Edição, 1998.

REFKALEFSKY, Eduardo. Bill Bernbach: o criador do Posicionamento. CD/ROM do XXI Intercom — Congresso Brasileiro de Pesquisadores em Comunicação, GT Propaganda (pdf2/GT5/O5r11.pdf); Rio de Janeiro: Setembro / 1999.

_____________. Estratégia de Comunicação e Posicionamento da Igreja Universal do Reino de Deus: um estudo do marketing religioso. Tese de Doutorado; orientador José Amaral Argolo.

Escola de Comunicação da UFRJ, 2004. RIES, Al e TROUT, Jack. Posicionamento: a Batalha pela Sua Mente. Tradução de José Roberto Whitaker Penteado. São Paulo: Pioneira, 1997, 6a Edição (Administração e Negócios).

RIFKIN, Jeremy. A era do acesso. São Paulo: Makron, 2000. RUUTH, Anders. Igreja Universal do Reino de Deus: Gudrikets Universella Kyrka – em brasiliansk kyrkobildning. Estocolmo: Almqvist & Wiksell International, 1995 (Coleção Theologiae Practicae, 54). Resumen en español, pp. 261-309.

SARACENI, Rubens. Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada. São Paulo: Madras, 2003. SODRÉ, Muniz. O Terreiro e a Cidade: a forma social negro-brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1988.

SODRÉ, Muniz e LIMA, Luís Filipe (org.). Um Vento Sagrado: História de vida de um adivinho da tradição nagô-kêtu brasileira. Rio de Janeiro: Mauad, 1996.

27.4.10

Primeiras considerações do mkt educacional


Os últimos anos têm se caracterizado por mudanças profundas no campo econômico e político. Estas mudanças, por sua vez, afetam significativamente as instituições educacionais no que diz respeito à formação adequada do aluno, aos métodos de ensino, ao uso de tecnologias na tarefa de educar, à capacitação dos professores no compromisso com o ensino- aprendizagem, ambiente agradável, enfim, aos padrões educacionais aplicados até os dias de hoje.

Segundo um artigo da REVISTA EDUCAÇÃO, São Paulo, v.6, agosto, 2002,"Reforma" virou a palavra de ordem, principalmente na América Latina e na Europa. Pesquisadores vêm se dedicando à busca de caminhos para adaptar a realidade escolar aos novos tempos. O artigo afirma que nos últimos anos, o tema que tem invadido a agenda de professores, orientadores, diretores, secretários e ministros da Educação é:"Renovar a escola", o que para muitos significa "Reinventá-la".

Houve um tempo em que a escola oferecia apenas informações,conteúdos teóricos aos seus alunos. Deveria apenas prepará-los para o cumprimento dos deveres de cidadão e para exercerem uma profissão. Nos dias de hoje, as mudanças ocorridas com a própria Globalização farão a escola também despertar para novos papéis.

Quando uma criança vai à escola hoje, os pais esperam que ela esteja em um lugar seguro e de confiança; que tenha um espaço arejado para brincar, praticar esportes, fazer amizades, muitas vezes esse espaço lhe é privado em virtude de morar em apartamentos e também por se instalarem em cidades perigosas onde a segurança é precária; tenha uma formação moral e ética, isentando os pais desta responsabilidade.

Procurando conhecer essas expectativas exigidas pelos pais, e assumindo os novas papéis que lhe estão sendo impostos através de pesquisas e sistemas de informação, a instituição escolar poderá atender de uma melhor forma as necessidades do seu público alvo. Para isso, precisa se reorganizar, ser criativa, atualizada para adaptar-se aceleradamente às mudanças propostas.

Neste sentido, o sucesso das instituições educacionais hoje está,mais do que nunca, ligado a fatores que vão além da educação tradicional. Não se pode supor que, oferecendo uma educação de qualidade, com um preço baixo, estarão satisfazendo aos pais. Isso não é suficiente.

Esta análise leva a crer que uma boa escola não se faz apenas com um eficaz projeto pedagógico. Precisa sim, operar de forma integrada, utilizando eficazmente recursos tanto materiais quanto intelectuais e humanos, a fim de responderem com agilidade e eficiência às rápidas mudanças que ocorrem no ambiente educacional.

A ESCOLA E O MARKETING

O estabelecimento de ensino, a partir do instante que é considerado uma organização que mantém contatos com um determinado mercado, estará se comprometendo também com a aplicação do marketing para atingir os seus objetivos que nada mais são do que satisfazer de forma rápida e eficiente seu cliente e conseqüentemente obter lucros. Nas escolas, este lucro, esta vantagem se resume no recrutamento de alunos. E para isso, a escola tem que estar aberta a novas táticas de abordagem para atrair e manter alunos.

Este é o papel do Marketing na escola, criar meios, e incentivar projetos que possam gerar novas matrículas e os alunos que já se encontram no colégio matriculem-se para o ano seguinte.

Os questionamentos são muitos: O que fazer para conquistar mais alunos? Como cativá-los para que permaneçam na escola? Como se relacionar com os pais? Segundo CERQUEIRA (1999), especialista em Marketing Educacional, essas perguntas têmorigem num mesmo elemento, a rotina. Como diria Chico Buarque: "Todo dia ela faz tudo sempre igual". Essa rotina, também mencionada por Pestana, especialista em Marketing Educacional, é aquela que gera um comodismo, aprende-se fazer de um jeito e não larga o osso de jeito nenhum. Repete-se o mesmo modelo sempre. Afinal, em time que está ganhando não se mexe. Mas será que isso é verdade? Não se pode esquecer que as razões para o sucesso ontem podem representar exatamente as razões para o fracasso hoje.

Segundo o professor Marco Aurélio Vianna: "Seja amigo da mudança". Na verdade, não adianta simplesmente realizar as tarefas de forma correta e dentro da mesma rotina. É preciso mudar. É necessário encantar, emocionar, surpreender o cliente.

O Papel do Marketing na Educação

O Marketing nos dias de hoje é imprescindível em qualquer ramo do mercado e não deve ser utilizado dentro de uma empresa somente quando tem um produto a ser vendido. Pode-se observar um mercado saturado de propagandas, utilizando dos mais sofisticados meios para divulgar as matrículas abertas no Colégio, suas atividades, seu método de ensino, seu espaço físico e outros atrativos, mas será que realmente está satisfazendo o público-alvo? Os resultados têm sido satisfatórios?

Kotlher (1994), em seu livro "Marketing Estratégico para Instituições Educacionais", ressalta as más interpretações que as pessoas fazem do marketing, reduzindo-o a apenas a sinônimo de venda e promoção. O Marketing vai além de atrair matrículas, aumentar o número de alunos, as estratégias de marketing têm que encontrar formas de manter estes clientes, em fazer com que eles se sintam satisfeitos e felizes com o serviço oferecido na escola.

O autor ainda alerta que as Instituições Educacionais, para sobreviverem e se tornarem bem-sucedidas, devem conhecer os seus mercados, atrair recursos suficientes, converter estes recursos em programas, serviços e idéias apropriadas e distribui-las eficazmente ao seu público consumidor. Isso é, aplicar o marketing na educação.

As Instituições Educacionais que abraçam a idéia de implantação de um plano de Marketing podem atingir com sucesso seus objetivos. As empresas não devem cansar de atrair novos recursos, motivar os funcionários e professores e achar consumidores.

Como diz KOTLER (1994). "Marketing é a ciência aplicada mais preocupada em administrar trocas de forma eficaz e eficiente visando lucro".

As Vantagens do Marketing em uma Escola

As instituições escolares estão mergulhadas em um cenário de inúmeras possibilidades. Um cenário absolutamente imprevisível, que ao mesmo tempo se mostra maravilhoso e terrível. Maravilhoso porque impulsiona a um terreno de buscas e descobertas permanentes. Terrível porque divide o homem, despedaça suas heranças. Cria uma sociedade baseada no imediatismos e nas vantagens. A escola inserida neste contexto sócio- econômico e cultural também não fica de fora. Corre contra o tempo para encontrar benefícios sendo um vencedor no mercado e assim garantir o sucesso.

KOTLER (1994), enumera quatro contribuições do Marketing:



- Maior sucesso no atendimento da missão da instituição, o marketing vai servir de ferramenta para a Escola descobrir como lidar com a sua missão e metas estabelecidas. A missão determinada pela escola pode ser um forte atrativo para os clientes, mas, se ela não é bem definida, o Marketing servirá para descobrir caminhos, criar programas atuais e atraentes que tragam respostas para a mesma cumprir eficazmente sua missão educacional.



- Melhorar a satisfação do público da instituição. O sucesso de uma instituição seja ela qual for, é agradar seus clientes, satisfazendo suas necessidades. Na linguagem do Marketing aponta-se um de seus maiores clichês, uma empresa vitoriosa é aquela surpreende as expectativas e consegue encantar os clientes. Oferecer-lhes o novo, o inesperado, o que ele menos imagina que poderá lhe ser útil. Em uma escola o que poderá ser oferecido aos alunos diretamente e aos seus pais indiretamente?



Se houver o perfil de uma família moderna, onde o pai e a mãe trabalham o dia todo, porque não a escola oferecer atividades esportivas e recreativas que possam atender estas necessidades? Se o primordial neste país tem sido a segurança porque não a escola oferecer um sistema de transporte escolar que vá buscar e levar os alunos com maior segurança? Estas e outras idéias podem fazer parte de um plano estratégico de marketing.

- Melhorar a atração de recursos de marketing. Ao pensar em satisfazer os clientes, as instituições devem atrair novos recursos, através de uma pesquisa, coleta de dados junto ao público-alvo, para melhorar a atração destes recursos necessários.

- Melhorar a eficiência das atividades de marketing. Marketing é sinônimo de organização, desenvolver trabalhos com embasamento. Muitas instituições, confundem Marketing com Publicidade e, sem um plano estratégico, vão para o mercado para apenas colocar alguns anúncios no jornal, outdoor e rádio , achando que estão fazendo muito marketing. Estão, na realidade, praticando um marketing desordenado e podem aparecer falhas no seu resultado. Por isso, é necessário um conhecimento básico das atividades do marketing e de como ele pode ser bem empregado em uma instituição.

A empresa terá condições de atender ao mercado- alvo, se estiver comprometida com o planejamento de programas e serviços adequados e desenvolver programas viáveis, com preços e comunicação viáveis para informar, motivar e atender ao mercado.

Bibliografia

CERQUEIRA, Wilson. Endomarketing, Educação e Cultura para a qualidade. Rio de Janeiro. Qualitymark: Editora, 1999.

KOTLER, Philip; FOX, Karen F. A. Marketing Estratégico para Instituições Educacionais. Editora Atlas S. A. São Paulo,1994.

PESTANA, André. Revista Ensino Particular. São Paulo, Setembro 2002.p.3.

Mackenzie campanha antidrogas - MKT Educacional Institucional

A Publicis Brasil assina campanha antidrogas para a instituição de ensino Mackenzie.

Os adesivos e cartazes podem ser vistos nas unidades de São Paulo e Tamboré.

Dentre as peças, espelhos dos banheiros deformam o rosto de quem se vê, sob os dizeres “Quem abusa das drogas e do álcool fica irreconhecível”.



Adesivos de lixeiras dizem: “É isso que existe na cabeça de quem usa drogas”. Os de chão simulam um abismo e afirmam que as drogas são o fim da linha.

Cartazes e painéis rasgados ao meio com a foto de casais e de turmas de amigos dizem que o abuso de álcool separa você dos melhores momentos da vida.

A agência realizou a ação em parceria com o projeto Mack-Vida, programa de auxílio às iniciativas antidrogas, criado pela chancelaria da Universidade e coordenado pela Capelaria Universitária.

Ficha Técnica:

Título: Campanha Antidrogas

Agência: Publicis Brasil

Anunciante: Instituto Prebisteriano Mackenzie

Produto: Institucional

Criação: Antonio Nogueira (Mega)/ Daniel Leitão / Guilherme Jahara/ Marcelo Sato/ Maurício Mori/ Murilo Melo.

Direção de Criação: Guilherme Jahara

Produção Agência: Fábio Alves

Atendimento: Rogério Lima e Cristina Simonato

Fotografia: Mario Daloia

Aprovação/Cliente: Mônica Borja / Luciana Sabbadini

Click nas peças para ampliar:

 

Unifieo - Osasco MKT Educacional

Destrave, mostre o seu valor. Esse é o conceito da nova campanha do Unifieo (Centro Universitário Fundação Instituto de Ensino para Osasco).

A ação prevê peças para revista, jornal, internet (incluindo virais), intervenções no espaço urbano da cidade de Osasco (SP) e marketing cultural.

A primeira fase da campanha anuncia o Vestibular de Inverno 2008, cujas inscrições ocorrem em maio e junho.

Ela ocupará Osasco - via intervenções, outdoor e busdoor -, e jornais, com anúncios em cadernos de empregos (que interferirão no formato tradicional dos classificados para destacar a importância da escolha de uma boa instituição de ensino).

Para a comunicação online, a Zero11 desenvolveu também peças com formatos diferenciados nas seções dedicadas à educação de alguns portais brasileiros (Terra, Uol e Estadão). E, por meio de links patrocinados, a campanha atingirá quem realizar buscas no Google.

Haverá ainda ações de guerrilha em vários pontos de concentração de jovens - como escolas, cursinhos e shoppings -, na região oeste da cidade de São Paulo e em Osasco.

A palavra Destrave dá também origem ao ícone da campanha: ele remete à tecla play, básica em equipamentos eletrônicos, e símbolo associado a conceitos como movimento e evolução.

Ficha Técnica

Agência: Zero11

Cliente: Unifieo

Título: “Destrave”

Direção de criação e criação: Rosana Ameixieira, Ailton de Godoy, Lucio Alves e Lucio Freitas

Planejamento: Rosana Ameixieira e Eduardo Azevedo

Atendimento: Eduardo Azevedo

RTV e produção gráfica: Adriana Vieeira

Aprovação cliente: Maria Cristina Azevedo e Luciana Guedes

Click  nas peças para ampliar:





Contas - Giovanni ganha Unicsul – MKT Educacional

Contas - Giovanni ganha Unicsul – MKT Educacional

A Giovanni+Draftfcb venceu concorrência promovida pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. A agência será responsável pelo planejamento e execução das ações de comunicação da UNICSUL.


O maior desafio será o de diferenciar a instituição de ensino dentro de segmento que, nos últimos cinco anos, aumentou consideravelmente os investimentos em comunicação.


Há 35 anos atuando no ensino superior, a UNICSUL conta com 20 mil alunos, 400 funcionários e 500 professores. No resultado do ENADE 2006, a UNICSUL ficou entre as 50 instituições mais bem avaliadas pelo Ministério da Educação.


Participaram da concorrência F/Nazca, McCann e W/Brasil.

Universidade Cruzeiro do Sul – MKT Educacional

O filme “Tem gente”, criado pela Giovanni+DraftFCB para a Universidade Cruzeiro do Sul, que divulga o vestibular 2010. Os alunos são protagonistas da campanha.

“Valorizar o papel do aluno é uma forma de se tornar ainda mais próximo de quem transmite os valores da instituição de ensino para amigos e familiares. A campanha amplia a interação com a comunidade acadêmica”, defende Mary Wakabara, gerente de marketing e comunicação da Universidade.

O filme termina com a assinatura “Vontade não é nada sem conteúdo”.

A campanha também conta com sete anúncios de mídia impressa, quatro spots de rádio, peças para mídia online, mídia indoor e exterior e patrocínio no programa “Um contra Cem”, no SBT.

Ficha Técnica - FILME

Anunciante: Universidade Cruzeiro do Sul

Produto: Vestibular 2010

Agência: Giovanni+Draftfcb

Direção de criação: Adilson Xavier e Ricardo John

Criação: Ricardo John e Benjamin Yung Jr.

RTVC: Victor Alloza e Vivi Guedes

Produtora: Paranoid BR

Direção: Luís Carone

Diretor de Fotografia: Pierre de Kerchove e Alexandre Ermel

Diretor de Arte: Guta Carvalho

Montagem: Alex Lacerda

Pós Produção: Casablanca

Finalização: Casablanca

Produtora de Som: Cria Cuervos

Mídia: Roberto Souza Lima, Deborah Rocha e Bruna Lubambo

Planejamento: Renata D’Ávila, Luciana Mussato e Utymo Oliveira

Atendimento: Isabela Malucelli, Tania Muller e Monica Purcino

Aprovação do cliente: Fabio Ferreira Figueiredo e Mary Oura Wakabara



Ficha Técnica – MÍDIA IMPRESSA

Anunciante: Universidade Cruzeiro do Sul

Produto: Vestibular 2010

Agência: Giovanni+Draftfcb

Criação: Ricardo John, Ricardo Martin e Benjamin Yung Jr.

Ilustração: Bruno Menon

Fotografo: Marcio Scavone

Art-buyer: Tina Castro

Produção gráfica: Edgardo Pasotti e Telmo Ursini

Mídia: Roberto Souza Lima, Deborah Rocha e Bruna Lubambo

Planejamento: Renata D’Ávila, Luciana Mussato e Utymo Oliveira

Atendimento: Isabela Malucelli, Tania Muller e Monica Purcino

Aprovação do cliente: Fabio Ferreira Figueiredo e Mary Oura Wakabara



Anhembi Morumbi – MKT Educacional – mídia: Sites de Relacionamento

A PeraltaStrawberryFrog criou para a Universidade Anhembi Morumbi campanha que utiliza mídias sociais, com o objetivo de estimular as inscrições no curso de pós-graduação da instituição de ensino.

No Facebook, o usuário pode realizar inscrição para o processo seletivo na página da Anhembi Morumbi, além de indicar a universidade aos amigos.

Também via Facebook, o estudante será informado sobre data e hora de seu exame.

No Twitter, a Anhembi Morumbi está patrocinando alguns canais que oferecem vagas de emprego, como Trampos, TramposTI, TramposFreelas, Estágios, Frilas e Vagas na Web.

A agência criou um backgroung para esses canais, divulgando o curso de pós-graduação da Anhembi Morumbi.

Quando o público procura vagas de emprego pelo Twitter, é convidado a buscar um "grande diferencial para conquistar um lugar no mercado que está cada dia mais concorrido".

De acordo com a agência, menos de 12 horas após o início da ação no Twitter, os posts geraram 378 visitas diretas à seção de "Pós-Graduação" da universidade.

Na quinta-feira (22/04/2010), foi disparado um segundo "tweet", falando das inscrições pelo Facebook. Segundo a agência, em menos de 8 horas, mais de 1.000 acessos à pagina da Anhembi Morumbi no Facebook aconteceram, além de "retweets".

Ficha Técnica:



Campanha: “O mundo inteiro está olhando para o Brasil. E existe no Brasil uma Universidade olhando para o mundo”

Anunciante: Universidade Anhembi Morumbi

Agência: PeraltaStrawberryFrog

Direção de Criação: Alexandre Peralta / Sidney Araújo

Direção de Arte: Sidney Araújo / Hugo Lopes

Redatores: Alexandre Peralta / Leopoldo Azevedo

Produtor RTVC: Filipe Fratino

Planejamento Estratégico Digital: Carlos Felipe Carreira

Mídia: Jairo Soares / Jorge Souza

Atendimento: Rodrigo Castro / Lino Fortes

Aprovação cliente: Ricardo Grau, Fabiane Lombardi e Paula Maeda

Click para visualizar:



Marketing Educacional

Caros leitores,

Neste momento estou desenvolvendo um estudo sobre o MKT educacional, sendo assim, estarei disponibilizando meus textos sobre os estudos para que possam acompanhar o desenvolvimento deste assunto. Aceito sugetões e indicações de bibliografias.

Marketing Educacional é o esforço de posicionamento /comunicação desenvolvido por instituições de ensino (colégios, universidades, faculdades, entidades representativas destas instituições etc.) junto aos usuários de seus produtos e serviços (estudantes, professores ou profissionais) ou a grupos sociais determinados ou ainda à própria comunidade.



Apenas recentemente, pelo menos no Brasil, já que essa competência é indiscutível em organizações no exterior (vide o caso de importantes universidades americanas ou européias), o marketing educacional vem ganhando corpo, ainda que timidamente, porque falta a estas instituições nacionais uma cultura de comunicação/marketing.



As críticas ao trabalho, nesta área, desenvolvido pelas nossas instituições de ensino são contundentes e, em geral, legítimas.



Quase sempre, elas têm optado pela não transparência, não elaboram políticas, visando atingir, com competência, os seus públicos de interesse (basta verificar como funciona o atendimento ao estudante e o relacionamento com os docentes nas nossas universidades públicas e privadas) e, por isso, na maioria dos casos, têm uma avaliação negativa por parte da opinião pública.



O crescimento acelerado e desordenado do ensino superior no Brasil tem sido creditado à omissão governamental, responsável pela deterioração do ensino público, mas também à ganância do empresário da educação, mais preocupado com os seus lucros (que costumam ser enormes) do que com a qualidade do ensino. Evidentemente, há muitas exceções e, na última década, particularmente depois que as universidades passaram a sofrer um processo sistemático de avaliação, o panorama tem se modificado um pouco, ainda menos lentamente do que se poderia ( e deveria) esperar.

O Marketing Educacional não pode, como percebem algumas instituições, ficar à mercê dos desejos e idiossincracias dos reitores e empresários da educação e exige planejamento e ações continuadas, não podendo restringir-se a determinadas situações, como o recrutamento de alunos ás vésperas dos vestibulares.

Essa é uma área que precisa passar por uma crescente profissionalização porque, vista comparativamente, está em situação de desvantagem com outros segmentos, em termos de comunicação e marketing. Poucas instituições dispõem de canais de credibilidade junto aos seus públicos e normalmente trabalham, miseravelmente, a comunicação interna.

As universidades públicas ainda têm escrúpulos em trabalhar neste sentido, porque temem (uma represália recente de organizações estudantis da USP contra um evento patrocinado por uma empresa dentro da universidade corrobora esta tese) confundir ensino e negócio. Há, com certeza, pressupostos diferentes na missão de uma universidade pública ou privada, mas comunicar-se bem com os seus públicos e com a sociedade, buscar parcerias e gerenciar a sua imagem é uma necessidade imperiosa dos novos tempos, da qual nenhuma organização pode se privar.

Como a concorrência e a demanda da sociedade por uma postura ética podem provocar grandes alterações, é justo pensar que o Marketing Educacional deverá atingir, em breve, um novo patamar no Brasil. Algumas instituições, que já têm feito um trabalho importante neste sentido, como a UNIFESP, a Fundação Getúlio Vargas e a ESPM, deverão servir de exemplo para as demais.

Vamos para algumas definições:


17.12.09

O papel do líder na motivação da equipe: a árdua tarefa de motivar e manter-se motivado

 
Caros Colegas, segue um artigo para análise e reflexão


RESUMO

     No presente artigo é feita uma análise empírica dos fatores motivacionais das pessoas que ocupam cargos de liderança, com base em observações e da própria vivência da autora. O papel do líder na organização é identificar os aspectos que possam motivar os seus liderados, assumindo assim a importante função de Gestor de Pessoas. Mas para motivar, é preciso estar motivado?

PALAVRAS CHAVES: Motivação, Liderança, Gestão de Pessoas.

1 - INTRODUÇÃO

              O tema motivação, atualmente muito enfatizado no meio organizacional, é objeto de estudo de muitos pesquisadores, pois ao passar do tempo, percebeu-se a importância individual do funcionário na organização. A pessoa passa a fazer parte da organização, deixando de ser apenas uma peça no processo produtivo. Com isso, também evoluiu o papel do líder, que deixa de ser o temido “chefe”, e passa a ser um facilitador das relações de trabalho, tornando-se um Gestor de Pessoas.

         Não obstante a essa realidade, faz-se necessário um estudo da motivação no ângulo contrário ao que a maioria dos estudos publicados diz a respeito da motivação: como motivar e manter-se motivado?

         É preciso entender e avaliar a pressão existente em cargos de gerência, em relação ao clima organizacional, principalmente no que se refere à motivação dos liderados. Para tanto, parte-se da afirmativa de que o gestor também é um ser humano, que tem expectativas, sonhos, problemas, enfim, ele também pode precisar de apoio.

      Objetiva-se com esse artigo, confirmar a necessidade de voltarmos o pensamento para os aspectos motivacionais do líder, que traz sobre si a responsabilidade de cuidar da motivação dos seus liderados. Assim, pode-se dizer que um líder que não está motivado, dificilmente motivará alguém.

        Um assunto amplo, por se tratar de seres humanos completamente diferentes, mas que possuem essencialmente, o desejo de satisfazer-se, de crescer, de ser respeitado, elogiado, reconhecido.


2 - O LÍDER NA ORGANIZAÇÃO E A GESTÃO DE PESSOAS

        Durante muito tempo, e ainda na era de Taylor e Fayol, pouco se ouvia falar em liderança. Os termos mais utilizados eram “chefia”, hierarquia, subordinação, poder. Atualmente, o foco no ser humano tem mudado o conceito de liderança, muito confundido com chefia. A Gestão de Pessoas vem galgando espaço nas organizações, mudando o rumo da Administração, passando a valorizar as pessoas que trabalham nela.

"Liderança não é para qualquer um, pois exige, entre outras coisas, uma enorme integridade pessoal. Integridade tem custo. Um custo que, é muitas vezes insuportável para pessoas “comuns”. É por isso que chefes são comuns, líderes são raros. É por isso que existem muitas empresas de sucesso, mas pouca gente feliz lá dentro.

NOBREGA (2006, p. 18)


       O grande desafio é substituir o Recursos Humanos (RH) pela Gestão de Pessoas, separando inclusive o Departamento Pessoal (DP). Muitas empresas têm um DP disfarçado de RH. Assim, o ser humano continua sendo apenas um número e uma despesa na folha de pagamento.

HOOVER (2006, p. 30) diz que:

"Liderança não deveria ser sinônimo de pagamento mais elevado, mais poder ou uma sala suntuosa. (...) Em vez de retratar a liderança como uma exceção para alguns poucos ungidos, ela deve ser reconhecida como a expectativa de cada um, independentemente de sua posição. Sua cultura organizacional deve dar apoio de forma consistente e inalterável a essa percepção".

           O líder é uma referência para os seus liderados e sua atitude perante eles, influencia no comportamento da equipe. HUNTER (2004, p. 25), diz que “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.”.

        Para que o líder consiga fazer um bom trabalho, não adianta apenas ele se esforçar. As pessoas da equipe também precisam se envolver para que os objetivos organizacionais sejam alcançados. DAMETTO (2008), é ainda mais contundente quando afirma que “A boa liderança requer também boa equipe. Não existem bons gestores que tirem “leite de pedra”, esse é um conceito no mínimo infantil.”


3 - LÍDER QUE MOTIVA: UMA VIRTUDE OU UMA OBRIGAÇÃO?

      O que é motivação? Difícil definir com precisão, porém, sabe-se que as pessoas executam alguma ação, porque tem um motivo para tal, o motivo para a ação. Motivo, cada um tem o seu, pois todos são diferentes. CHIAVENATO (1989) diz que a motivação é um aspecto cognitivo, ou seja, aquilo que as pessoas sabem sobre si mesmas e sobre o ambiente em que vivem, bem como seus valores pessoais e necessidades.

CHIAVENATO (1989, p.99) afirma que:


        De modo geral, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a um comportamento específico. Esse impulso à ação, pode ser provocado por um estímulo externo (provindo do ambiente) e pode também ser gerado internamente por processos mentais do indivíduo.

      Atualmente, fala-se tanto em liderança e motivação, sem antes entender o que há por traz dessas palavras. Sem esse entendimento, são apenas duas belas palavras. Assim, pode-se inferir de forma consciente da importância de ambas em um contexto organizacional. Mas, enfim, o que o líder tem a ver com a motivação?

"Um líder motiva sim, deve motivar. (...) É obrigação do líder, fazer aflorar em seu colaborador os motivos que ele tem para agir, que estão lá dentro dele, mas adormecidos. E isto não é no geral, é no particular, é um a um. Pessoas não são iguais, têm motivos diferentes. (...) Manter um empregado motivado é uma MISSÃO DIÁRIA, do empresário ou do líder e o resultado de vários fatores. Manter o empregado motivado, vestindo a camisa da empresa requer conhecimentos de LIDERANÇA do empresário (ou do líder), dar o exemplo – fazer o que fala, ser educado, gentil, cortês, cordial, empático sem ser piegas ou falso".

CARVALHO (200X)

      A preocupação das empresas com a motivação dos seus colaboradores é grande, mas não simplesmente porque ela se preocupa com o bem-estar deles, mas principalmente porque a motivação é um fator que influencia diretamente a produtividade e, conseqüentemente o lucro. À frente disso está o líder, seja ele um gerente, um supervisor, um coordenador, enfim, seja qual for o cargo de liderança que ele ocupar. Ele tem a responsabilidade de manter a motivação dos liderados, e ainda assim, manter-se motivado, porque segundo FILHO (200X), “O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros”. MARTINS (200X), acredita que “as pessoas só podem motivar quando estão motivadas, assim conseguem verdadeiramente expressar o seu valor”. Dois autores que concordam em uma questão: para motivar, é preciso estar motivado. Essa é a árdua tarefa do gestor: motivar e manter-se motivado.

Segundo LAGO (2001),

As empresas que descobrirem o segredo de como desenvolver e manter times eficazes sem que os supervisores fiquem desmotivados, e provendo os recursos necessários à excelência do serviço, estarão melhores preparadas para enfrentar as constantes mudanças que continuarão a vir (...).


É realmente complicado, por mais que o líder seja bom, ele também tem seus “motivos”, suas aspirações, e algumas situações onde ele se sente insatisfeito com seu trabalho, ou até mesmo problemas na sua vida pessoal, podem resultar em desmotivação e trazer sérias conseqüências para a organização. Manter a motivação é uma virtude, enquanto se vê algum sentido naquilo que se está fazendo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


       O líder motivado e motivador é fundamental na organização. Seu papel é de extrema importância e sua função é estratégica, para que os objetivos organizacionais sejam atingidos. Assumir um cargo de liderança, não é tarefa fácil; exige muita competência e muita dedicação, pois as pressões por resultados são grandes, e para atingir esse resultado, depende-se das pessoas da equipe.

           A expressão “líder desmotivado” é pouco conhecida, mas será mesmo que não existem líderes desmotivados? É claro que existem, mas será que se dá a eles a mesma atenção que aos demais colaboradores? Cabe a Gestão de Pessoas, transpor mais essa barreira organizacional.

       Liderança é uma capacidade, que nasce com a pessoa, ou que é desenvolvida por ela, dependendo da sua necessidade. É uma habilidade muito procurada pelas empresas, porém, o que se espera delas, é ser praticamente um “super-herói”, o que é um erro, não apenas porque super-heróis não existem, mas também porque se trata de um ser humano, conduzindo outros seres humanos.


REFERÊNCIAS


CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos na Empresa: Pessoas, organizações, sistemas. São Paulo: E. Atlas, 1989. 207 p.



HOOVER, John; VALENTI, Ângelo. Liderança Compartilhada: como alinhar o que as pessoas fazem melhor com o que as empresas precisam. São Paulo: E. Futura, 2006. 256 p.



HUNTER, James C. O monge e o executivo. Rio de Janeiro: E. Sextante, 2004. 139 p.



NÓBREGA, Clemente. Empresas de sucesso, pessoas infelizes?. Rio de Janeiro: E. Senac Rio, 2006. 248 p.



CARVALHO, Zenaide. Como manter o empregado motivado? O líder que faz a diferença.. Acesso em: 15 jul. 2008.



DAMETTO, André. Como se tornar um gestor de gestores. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2008.



FILHO, Luiz Almeida Marins. Os 12 maiores atributos da Liderança. Artigos. Disponível em: . Acesso em 11 jul. 2008.



LAGO, Alfredo. Coisas do Futebol. Fev. 2001. Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2008.



MARTINS, Débora. Tema do artigo: Líder, motive-se. Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2008.



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