27.4.10

Primeiras considerações do mkt educacional


Os últimos anos têm se caracterizado por mudanças profundas no campo econômico e político. Estas mudanças, por sua vez, afetam significativamente as instituições educacionais no que diz respeito à formação adequada do aluno, aos métodos de ensino, ao uso de tecnologias na tarefa de educar, à capacitação dos professores no compromisso com o ensino- aprendizagem, ambiente agradável, enfim, aos padrões educacionais aplicados até os dias de hoje.

Segundo um artigo da REVISTA EDUCAÇÃO, São Paulo, v.6, agosto, 2002,"Reforma" virou a palavra de ordem, principalmente na América Latina e na Europa. Pesquisadores vêm se dedicando à busca de caminhos para adaptar a realidade escolar aos novos tempos. O artigo afirma que nos últimos anos, o tema que tem invadido a agenda de professores, orientadores, diretores, secretários e ministros da Educação é:"Renovar a escola", o que para muitos significa "Reinventá-la".

Houve um tempo em que a escola oferecia apenas informações,conteúdos teóricos aos seus alunos. Deveria apenas prepará-los para o cumprimento dos deveres de cidadão e para exercerem uma profissão. Nos dias de hoje, as mudanças ocorridas com a própria Globalização farão a escola também despertar para novos papéis.

Quando uma criança vai à escola hoje, os pais esperam que ela esteja em um lugar seguro e de confiança; que tenha um espaço arejado para brincar, praticar esportes, fazer amizades, muitas vezes esse espaço lhe é privado em virtude de morar em apartamentos e também por se instalarem em cidades perigosas onde a segurança é precária; tenha uma formação moral e ética, isentando os pais desta responsabilidade.

Procurando conhecer essas expectativas exigidas pelos pais, e assumindo os novas papéis que lhe estão sendo impostos através de pesquisas e sistemas de informação, a instituição escolar poderá atender de uma melhor forma as necessidades do seu público alvo. Para isso, precisa se reorganizar, ser criativa, atualizada para adaptar-se aceleradamente às mudanças propostas.

Neste sentido, o sucesso das instituições educacionais hoje está,mais do que nunca, ligado a fatores que vão além da educação tradicional. Não se pode supor que, oferecendo uma educação de qualidade, com um preço baixo, estarão satisfazendo aos pais. Isso não é suficiente.

Esta análise leva a crer que uma boa escola não se faz apenas com um eficaz projeto pedagógico. Precisa sim, operar de forma integrada, utilizando eficazmente recursos tanto materiais quanto intelectuais e humanos, a fim de responderem com agilidade e eficiência às rápidas mudanças que ocorrem no ambiente educacional.

A ESCOLA E O MARKETING

O estabelecimento de ensino, a partir do instante que é considerado uma organização que mantém contatos com um determinado mercado, estará se comprometendo também com a aplicação do marketing para atingir os seus objetivos que nada mais são do que satisfazer de forma rápida e eficiente seu cliente e conseqüentemente obter lucros. Nas escolas, este lucro, esta vantagem se resume no recrutamento de alunos. E para isso, a escola tem que estar aberta a novas táticas de abordagem para atrair e manter alunos.

Este é o papel do Marketing na escola, criar meios, e incentivar projetos que possam gerar novas matrículas e os alunos que já se encontram no colégio matriculem-se para o ano seguinte.

Os questionamentos são muitos: O que fazer para conquistar mais alunos? Como cativá-los para que permaneçam na escola? Como se relacionar com os pais? Segundo CERQUEIRA (1999), especialista em Marketing Educacional, essas perguntas têmorigem num mesmo elemento, a rotina. Como diria Chico Buarque: "Todo dia ela faz tudo sempre igual". Essa rotina, também mencionada por Pestana, especialista em Marketing Educacional, é aquela que gera um comodismo, aprende-se fazer de um jeito e não larga o osso de jeito nenhum. Repete-se o mesmo modelo sempre. Afinal, em time que está ganhando não se mexe. Mas será que isso é verdade? Não se pode esquecer que as razões para o sucesso ontem podem representar exatamente as razões para o fracasso hoje.

Segundo o professor Marco Aurélio Vianna: "Seja amigo da mudança". Na verdade, não adianta simplesmente realizar as tarefas de forma correta e dentro da mesma rotina. É preciso mudar. É necessário encantar, emocionar, surpreender o cliente.

O Papel do Marketing na Educação

O Marketing nos dias de hoje é imprescindível em qualquer ramo do mercado e não deve ser utilizado dentro de uma empresa somente quando tem um produto a ser vendido. Pode-se observar um mercado saturado de propagandas, utilizando dos mais sofisticados meios para divulgar as matrículas abertas no Colégio, suas atividades, seu método de ensino, seu espaço físico e outros atrativos, mas será que realmente está satisfazendo o público-alvo? Os resultados têm sido satisfatórios?

Kotlher (1994), em seu livro "Marketing Estratégico para Instituições Educacionais", ressalta as más interpretações que as pessoas fazem do marketing, reduzindo-o a apenas a sinônimo de venda e promoção. O Marketing vai além de atrair matrículas, aumentar o número de alunos, as estratégias de marketing têm que encontrar formas de manter estes clientes, em fazer com que eles se sintam satisfeitos e felizes com o serviço oferecido na escola.

O autor ainda alerta que as Instituições Educacionais, para sobreviverem e se tornarem bem-sucedidas, devem conhecer os seus mercados, atrair recursos suficientes, converter estes recursos em programas, serviços e idéias apropriadas e distribui-las eficazmente ao seu público consumidor. Isso é, aplicar o marketing na educação.

As Instituições Educacionais que abraçam a idéia de implantação de um plano de Marketing podem atingir com sucesso seus objetivos. As empresas não devem cansar de atrair novos recursos, motivar os funcionários e professores e achar consumidores.

Como diz KOTLER (1994). "Marketing é a ciência aplicada mais preocupada em administrar trocas de forma eficaz e eficiente visando lucro".

As Vantagens do Marketing em uma Escola

As instituições escolares estão mergulhadas em um cenário de inúmeras possibilidades. Um cenário absolutamente imprevisível, que ao mesmo tempo se mostra maravilhoso e terrível. Maravilhoso porque impulsiona a um terreno de buscas e descobertas permanentes. Terrível porque divide o homem, despedaça suas heranças. Cria uma sociedade baseada no imediatismos e nas vantagens. A escola inserida neste contexto sócio- econômico e cultural também não fica de fora. Corre contra o tempo para encontrar benefícios sendo um vencedor no mercado e assim garantir o sucesso.

KOTLER (1994), enumera quatro contribuições do Marketing:



- Maior sucesso no atendimento da missão da instituição, o marketing vai servir de ferramenta para a Escola descobrir como lidar com a sua missão e metas estabelecidas. A missão determinada pela escola pode ser um forte atrativo para os clientes, mas, se ela não é bem definida, o Marketing servirá para descobrir caminhos, criar programas atuais e atraentes que tragam respostas para a mesma cumprir eficazmente sua missão educacional.



- Melhorar a satisfação do público da instituição. O sucesso de uma instituição seja ela qual for, é agradar seus clientes, satisfazendo suas necessidades. Na linguagem do Marketing aponta-se um de seus maiores clichês, uma empresa vitoriosa é aquela surpreende as expectativas e consegue encantar os clientes. Oferecer-lhes o novo, o inesperado, o que ele menos imagina que poderá lhe ser útil. Em uma escola o que poderá ser oferecido aos alunos diretamente e aos seus pais indiretamente?



Se houver o perfil de uma família moderna, onde o pai e a mãe trabalham o dia todo, porque não a escola oferecer atividades esportivas e recreativas que possam atender estas necessidades? Se o primordial neste país tem sido a segurança porque não a escola oferecer um sistema de transporte escolar que vá buscar e levar os alunos com maior segurança? Estas e outras idéias podem fazer parte de um plano estratégico de marketing.

- Melhorar a atração de recursos de marketing. Ao pensar em satisfazer os clientes, as instituições devem atrair novos recursos, através de uma pesquisa, coleta de dados junto ao público-alvo, para melhorar a atração destes recursos necessários.

- Melhorar a eficiência das atividades de marketing. Marketing é sinônimo de organização, desenvolver trabalhos com embasamento. Muitas instituições, confundem Marketing com Publicidade e, sem um plano estratégico, vão para o mercado para apenas colocar alguns anúncios no jornal, outdoor e rádio , achando que estão fazendo muito marketing. Estão, na realidade, praticando um marketing desordenado e podem aparecer falhas no seu resultado. Por isso, é necessário um conhecimento básico das atividades do marketing e de como ele pode ser bem empregado em uma instituição.

A empresa terá condições de atender ao mercado- alvo, se estiver comprometida com o planejamento de programas e serviços adequados e desenvolver programas viáveis, com preços e comunicação viáveis para informar, motivar e atender ao mercado.

Bibliografia

CERQUEIRA, Wilson. Endomarketing, Educação e Cultura para a qualidade. Rio de Janeiro. Qualitymark: Editora, 1999.

KOTLER, Philip; FOX, Karen F. A. Marketing Estratégico para Instituições Educacionais. Editora Atlas S. A. São Paulo,1994.

PESTANA, André. Revista Ensino Particular. São Paulo, Setembro 2002.p.3.

Mackenzie campanha antidrogas - MKT Educacional Institucional

A Publicis Brasil assina campanha antidrogas para a instituição de ensino Mackenzie.

Os adesivos e cartazes podem ser vistos nas unidades de São Paulo e Tamboré.

Dentre as peças, espelhos dos banheiros deformam o rosto de quem se vê, sob os dizeres “Quem abusa das drogas e do álcool fica irreconhecível”.



Adesivos de lixeiras dizem: “É isso que existe na cabeça de quem usa drogas”. Os de chão simulam um abismo e afirmam que as drogas são o fim da linha.

Cartazes e painéis rasgados ao meio com a foto de casais e de turmas de amigos dizem que o abuso de álcool separa você dos melhores momentos da vida.

A agência realizou a ação em parceria com o projeto Mack-Vida, programa de auxílio às iniciativas antidrogas, criado pela chancelaria da Universidade e coordenado pela Capelaria Universitária.

Ficha Técnica:

Título: Campanha Antidrogas

Agência: Publicis Brasil

Anunciante: Instituto Prebisteriano Mackenzie

Produto: Institucional

Criação: Antonio Nogueira (Mega)/ Daniel Leitão / Guilherme Jahara/ Marcelo Sato/ Maurício Mori/ Murilo Melo.

Direção de Criação: Guilherme Jahara

Produção Agência: Fábio Alves

Atendimento: Rogério Lima e Cristina Simonato

Fotografia: Mario Daloia

Aprovação/Cliente: Mônica Borja / Luciana Sabbadini

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Unifieo - Osasco MKT Educacional

Destrave, mostre o seu valor. Esse é o conceito da nova campanha do Unifieo (Centro Universitário Fundação Instituto de Ensino para Osasco).

A ação prevê peças para revista, jornal, internet (incluindo virais), intervenções no espaço urbano da cidade de Osasco (SP) e marketing cultural.

A primeira fase da campanha anuncia o Vestibular de Inverno 2008, cujas inscrições ocorrem em maio e junho.

Ela ocupará Osasco - via intervenções, outdoor e busdoor -, e jornais, com anúncios em cadernos de empregos (que interferirão no formato tradicional dos classificados para destacar a importância da escolha de uma boa instituição de ensino).

Para a comunicação online, a Zero11 desenvolveu também peças com formatos diferenciados nas seções dedicadas à educação de alguns portais brasileiros (Terra, Uol e Estadão). E, por meio de links patrocinados, a campanha atingirá quem realizar buscas no Google.

Haverá ainda ações de guerrilha em vários pontos de concentração de jovens - como escolas, cursinhos e shoppings -, na região oeste da cidade de São Paulo e em Osasco.

A palavra Destrave dá também origem ao ícone da campanha: ele remete à tecla play, básica em equipamentos eletrônicos, e símbolo associado a conceitos como movimento e evolução.

Ficha Técnica

Agência: Zero11

Cliente: Unifieo

Título: “Destrave”

Direção de criação e criação: Rosana Ameixieira, Ailton de Godoy, Lucio Alves e Lucio Freitas

Planejamento: Rosana Ameixieira e Eduardo Azevedo

Atendimento: Eduardo Azevedo

RTV e produção gráfica: Adriana Vieeira

Aprovação cliente: Maria Cristina Azevedo e Luciana Guedes

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Contas - Giovanni ganha Unicsul – MKT Educacional

Contas - Giovanni ganha Unicsul – MKT Educacional

A Giovanni+Draftfcb venceu concorrência promovida pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. A agência será responsável pelo planejamento e execução das ações de comunicação da UNICSUL.


O maior desafio será o de diferenciar a instituição de ensino dentro de segmento que, nos últimos cinco anos, aumentou consideravelmente os investimentos em comunicação.


Há 35 anos atuando no ensino superior, a UNICSUL conta com 20 mil alunos, 400 funcionários e 500 professores. No resultado do ENADE 2006, a UNICSUL ficou entre as 50 instituições mais bem avaliadas pelo Ministério da Educação.


Participaram da concorrência F/Nazca, McCann e W/Brasil.

Universidade Cruzeiro do Sul – MKT Educacional

O filme “Tem gente”, criado pela Giovanni+DraftFCB para a Universidade Cruzeiro do Sul, que divulga o vestibular 2010. Os alunos são protagonistas da campanha.

“Valorizar o papel do aluno é uma forma de se tornar ainda mais próximo de quem transmite os valores da instituição de ensino para amigos e familiares. A campanha amplia a interação com a comunidade acadêmica”, defende Mary Wakabara, gerente de marketing e comunicação da Universidade.

O filme termina com a assinatura “Vontade não é nada sem conteúdo”.

A campanha também conta com sete anúncios de mídia impressa, quatro spots de rádio, peças para mídia online, mídia indoor e exterior e patrocínio no programa “Um contra Cem”, no SBT.

Ficha Técnica - FILME

Anunciante: Universidade Cruzeiro do Sul

Produto: Vestibular 2010

Agência: Giovanni+Draftfcb

Direção de criação: Adilson Xavier e Ricardo John

Criação: Ricardo John e Benjamin Yung Jr.

RTVC: Victor Alloza e Vivi Guedes

Produtora: Paranoid BR

Direção: Luís Carone

Diretor de Fotografia: Pierre de Kerchove e Alexandre Ermel

Diretor de Arte: Guta Carvalho

Montagem: Alex Lacerda

Pós Produção: Casablanca

Finalização: Casablanca

Produtora de Som: Cria Cuervos

Mídia: Roberto Souza Lima, Deborah Rocha e Bruna Lubambo

Planejamento: Renata D’Ávila, Luciana Mussato e Utymo Oliveira

Atendimento: Isabela Malucelli, Tania Muller e Monica Purcino

Aprovação do cliente: Fabio Ferreira Figueiredo e Mary Oura Wakabara



Ficha Técnica – MÍDIA IMPRESSA

Anunciante: Universidade Cruzeiro do Sul

Produto: Vestibular 2010

Agência: Giovanni+Draftfcb

Criação: Ricardo John, Ricardo Martin e Benjamin Yung Jr.

Ilustração: Bruno Menon

Fotografo: Marcio Scavone

Art-buyer: Tina Castro

Produção gráfica: Edgardo Pasotti e Telmo Ursini

Mídia: Roberto Souza Lima, Deborah Rocha e Bruna Lubambo

Planejamento: Renata D’Ávila, Luciana Mussato e Utymo Oliveira

Atendimento: Isabela Malucelli, Tania Muller e Monica Purcino

Aprovação do cliente: Fabio Ferreira Figueiredo e Mary Oura Wakabara



Anhembi Morumbi – MKT Educacional – mídia: Sites de Relacionamento

A PeraltaStrawberryFrog criou para a Universidade Anhembi Morumbi campanha que utiliza mídias sociais, com o objetivo de estimular as inscrições no curso de pós-graduação da instituição de ensino.

No Facebook, o usuário pode realizar inscrição para o processo seletivo na página da Anhembi Morumbi, além de indicar a universidade aos amigos.

Também via Facebook, o estudante será informado sobre data e hora de seu exame.

No Twitter, a Anhembi Morumbi está patrocinando alguns canais que oferecem vagas de emprego, como Trampos, TramposTI, TramposFreelas, Estágios, Frilas e Vagas na Web.

A agência criou um backgroung para esses canais, divulgando o curso de pós-graduação da Anhembi Morumbi.

Quando o público procura vagas de emprego pelo Twitter, é convidado a buscar um "grande diferencial para conquistar um lugar no mercado que está cada dia mais concorrido".

De acordo com a agência, menos de 12 horas após o início da ação no Twitter, os posts geraram 378 visitas diretas à seção de "Pós-Graduação" da universidade.

Na quinta-feira (22/04/2010), foi disparado um segundo "tweet", falando das inscrições pelo Facebook. Segundo a agência, em menos de 8 horas, mais de 1.000 acessos à pagina da Anhembi Morumbi no Facebook aconteceram, além de "retweets".

Ficha Técnica:



Campanha: “O mundo inteiro está olhando para o Brasil. E existe no Brasil uma Universidade olhando para o mundo”

Anunciante: Universidade Anhembi Morumbi

Agência: PeraltaStrawberryFrog

Direção de Criação: Alexandre Peralta / Sidney Araújo

Direção de Arte: Sidney Araújo / Hugo Lopes

Redatores: Alexandre Peralta / Leopoldo Azevedo

Produtor RTVC: Filipe Fratino

Planejamento Estratégico Digital: Carlos Felipe Carreira

Mídia: Jairo Soares / Jorge Souza

Atendimento: Rodrigo Castro / Lino Fortes

Aprovação cliente: Ricardo Grau, Fabiane Lombardi e Paula Maeda

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Marketing Educacional

Caros leitores,

Neste momento estou desenvolvendo um estudo sobre o MKT educacional, sendo assim, estarei disponibilizando meus textos sobre os estudos para que possam acompanhar o desenvolvimento deste assunto. Aceito sugetões e indicações de bibliografias.

Marketing Educacional é o esforço de posicionamento /comunicação desenvolvido por instituições de ensino (colégios, universidades, faculdades, entidades representativas destas instituições etc.) junto aos usuários de seus produtos e serviços (estudantes, professores ou profissionais) ou a grupos sociais determinados ou ainda à própria comunidade.



Apenas recentemente, pelo menos no Brasil, já que essa competência é indiscutível em organizações no exterior (vide o caso de importantes universidades americanas ou européias), o marketing educacional vem ganhando corpo, ainda que timidamente, porque falta a estas instituições nacionais uma cultura de comunicação/marketing.



As críticas ao trabalho, nesta área, desenvolvido pelas nossas instituições de ensino são contundentes e, em geral, legítimas.



Quase sempre, elas têm optado pela não transparência, não elaboram políticas, visando atingir, com competência, os seus públicos de interesse (basta verificar como funciona o atendimento ao estudante e o relacionamento com os docentes nas nossas universidades públicas e privadas) e, por isso, na maioria dos casos, têm uma avaliação negativa por parte da opinião pública.



O crescimento acelerado e desordenado do ensino superior no Brasil tem sido creditado à omissão governamental, responsável pela deterioração do ensino público, mas também à ganância do empresário da educação, mais preocupado com os seus lucros (que costumam ser enormes) do que com a qualidade do ensino. Evidentemente, há muitas exceções e, na última década, particularmente depois que as universidades passaram a sofrer um processo sistemático de avaliação, o panorama tem se modificado um pouco, ainda menos lentamente do que se poderia ( e deveria) esperar.

O Marketing Educacional não pode, como percebem algumas instituições, ficar à mercê dos desejos e idiossincracias dos reitores e empresários da educação e exige planejamento e ações continuadas, não podendo restringir-se a determinadas situações, como o recrutamento de alunos ás vésperas dos vestibulares.

Essa é uma área que precisa passar por uma crescente profissionalização porque, vista comparativamente, está em situação de desvantagem com outros segmentos, em termos de comunicação e marketing. Poucas instituições dispõem de canais de credibilidade junto aos seus públicos e normalmente trabalham, miseravelmente, a comunicação interna.

As universidades públicas ainda têm escrúpulos em trabalhar neste sentido, porque temem (uma represália recente de organizações estudantis da USP contra um evento patrocinado por uma empresa dentro da universidade corrobora esta tese) confundir ensino e negócio. Há, com certeza, pressupostos diferentes na missão de uma universidade pública ou privada, mas comunicar-se bem com os seus públicos e com a sociedade, buscar parcerias e gerenciar a sua imagem é uma necessidade imperiosa dos novos tempos, da qual nenhuma organização pode se privar.

Como a concorrência e a demanda da sociedade por uma postura ética podem provocar grandes alterações, é justo pensar que o Marketing Educacional deverá atingir, em breve, um novo patamar no Brasil. Algumas instituições, que já têm feito um trabalho importante neste sentido, como a UNIFESP, a Fundação Getúlio Vargas e a ESPM, deverão servir de exemplo para as demais.

Vamos para algumas definições:


17.12.09

O papel do líder na motivação da equipe: a árdua tarefa de motivar e manter-se motivado

 
Caros Colegas, segue um artigo para análise e reflexão


RESUMO

     No presente artigo é feita uma análise empírica dos fatores motivacionais das pessoas que ocupam cargos de liderança, com base em observações e da própria vivência da autora. O papel do líder na organização é identificar os aspectos que possam motivar os seus liderados, assumindo assim a importante função de Gestor de Pessoas. Mas para motivar, é preciso estar motivado?

PALAVRAS CHAVES: Motivação, Liderança, Gestão de Pessoas.

1 - INTRODUÇÃO

              O tema motivação, atualmente muito enfatizado no meio organizacional, é objeto de estudo de muitos pesquisadores, pois ao passar do tempo, percebeu-se a importância individual do funcionário na organização. A pessoa passa a fazer parte da organização, deixando de ser apenas uma peça no processo produtivo. Com isso, também evoluiu o papel do líder, que deixa de ser o temido “chefe”, e passa a ser um facilitador das relações de trabalho, tornando-se um Gestor de Pessoas.

         Não obstante a essa realidade, faz-se necessário um estudo da motivação no ângulo contrário ao que a maioria dos estudos publicados diz a respeito da motivação: como motivar e manter-se motivado?

         É preciso entender e avaliar a pressão existente em cargos de gerência, em relação ao clima organizacional, principalmente no que se refere à motivação dos liderados. Para tanto, parte-se da afirmativa de que o gestor também é um ser humano, que tem expectativas, sonhos, problemas, enfim, ele também pode precisar de apoio.

      Objetiva-se com esse artigo, confirmar a necessidade de voltarmos o pensamento para os aspectos motivacionais do líder, que traz sobre si a responsabilidade de cuidar da motivação dos seus liderados. Assim, pode-se dizer que um líder que não está motivado, dificilmente motivará alguém.

        Um assunto amplo, por se tratar de seres humanos completamente diferentes, mas que possuem essencialmente, o desejo de satisfazer-se, de crescer, de ser respeitado, elogiado, reconhecido.


2 - O LÍDER NA ORGANIZAÇÃO E A GESTÃO DE PESSOAS

        Durante muito tempo, e ainda na era de Taylor e Fayol, pouco se ouvia falar em liderança. Os termos mais utilizados eram “chefia”, hierarquia, subordinação, poder. Atualmente, o foco no ser humano tem mudado o conceito de liderança, muito confundido com chefia. A Gestão de Pessoas vem galgando espaço nas organizações, mudando o rumo da Administração, passando a valorizar as pessoas que trabalham nela.

"Liderança não é para qualquer um, pois exige, entre outras coisas, uma enorme integridade pessoal. Integridade tem custo. Um custo que, é muitas vezes insuportável para pessoas “comuns”. É por isso que chefes são comuns, líderes são raros. É por isso que existem muitas empresas de sucesso, mas pouca gente feliz lá dentro.

NOBREGA (2006, p. 18)


       O grande desafio é substituir o Recursos Humanos (RH) pela Gestão de Pessoas, separando inclusive o Departamento Pessoal (DP). Muitas empresas têm um DP disfarçado de RH. Assim, o ser humano continua sendo apenas um número e uma despesa na folha de pagamento.

HOOVER (2006, p. 30) diz que:

"Liderança não deveria ser sinônimo de pagamento mais elevado, mais poder ou uma sala suntuosa. (...) Em vez de retratar a liderança como uma exceção para alguns poucos ungidos, ela deve ser reconhecida como a expectativa de cada um, independentemente de sua posição. Sua cultura organizacional deve dar apoio de forma consistente e inalterável a essa percepção".

           O líder é uma referência para os seus liderados e sua atitude perante eles, influencia no comportamento da equipe. HUNTER (2004, p. 25), diz que “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.”.

        Para que o líder consiga fazer um bom trabalho, não adianta apenas ele se esforçar. As pessoas da equipe também precisam se envolver para que os objetivos organizacionais sejam alcançados. DAMETTO (2008), é ainda mais contundente quando afirma que “A boa liderança requer também boa equipe. Não existem bons gestores que tirem “leite de pedra”, esse é um conceito no mínimo infantil.”


3 - LÍDER QUE MOTIVA: UMA VIRTUDE OU UMA OBRIGAÇÃO?

      O que é motivação? Difícil definir com precisão, porém, sabe-se que as pessoas executam alguma ação, porque tem um motivo para tal, o motivo para a ação. Motivo, cada um tem o seu, pois todos são diferentes. CHIAVENATO (1989) diz que a motivação é um aspecto cognitivo, ou seja, aquilo que as pessoas sabem sobre si mesmas e sobre o ambiente em que vivem, bem como seus valores pessoais e necessidades.

CHIAVENATO (1989, p.99) afirma que:


        De modo geral, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a um comportamento específico. Esse impulso à ação, pode ser provocado por um estímulo externo (provindo do ambiente) e pode também ser gerado internamente por processos mentais do indivíduo.

      Atualmente, fala-se tanto em liderança e motivação, sem antes entender o que há por traz dessas palavras. Sem esse entendimento, são apenas duas belas palavras. Assim, pode-se inferir de forma consciente da importância de ambas em um contexto organizacional. Mas, enfim, o que o líder tem a ver com a motivação?

"Um líder motiva sim, deve motivar. (...) É obrigação do líder, fazer aflorar em seu colaborador os motivos que ele tem para agir, que estão lá dentro dele, mas adormecidos. E isto não é no geral, é no particular, é um a um. Pessoas não são iguais, têm motivos diferentes. (...) Manter um empregado motivado é uma MISSÃO DIÁRIA, do empresário ou do líder e o resultado de vários fatores. Manter o empregado motivado, vestindo a camisa da empresa requer conhecimentos de LIDERANÇA do empresário (ou do líder), dar o exemplo – fazer o que fala, ser educado, gentil, cortês, cordial, empático sem ser piegas ou falso".

CARVALHO (200X)

      A preocupação das empresas com a motivação dos seus colaboradores é grande, mas não simplesmente porque ela se preocupa com o bem-estar deles, mas principalmente porque a motivação é um fator que influencia diretamente a produtividade e, conseqüentemente o lucro. À frente disso está o líder, seja ele um gerente, um supervisor, um coordenador, enfim, seja qual for o cargo de liderança que ele ocupar. Ele tem a responsabilidade de manter a motivação dos liderados, e ainda assim, manter-se motivado, porque segundo FILHO (200X), “O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros”. MARTINS (200X), acredita que “as pessoas só podem motivar quando estão motivadas, assim conseguem verdadeiramente expressar o seu valor”. Dois autores que concordam em uma questão: para motivar, é preciso estar motivado. Essa é a árdua tarefa do gestor: motivar e manter-se motivado.

Segundo LAGO (2001),

As empresas que descobrirem o segredo de como desenvolver e manter times eficazes sem que os supervisores fiquem desmotivados, e provendo os recursos necessários à excelência do serviço, estarão melhores preparadas para enfrentar as constantes mudanças que continuarão a vir (...).


É realmente complicado, por mais que o líder seja bom, ele também tem seus “motivos”, suas aspirações, e algumas situações onde ele se sente insatisfeito com seu trabalho, ou até mesmo problemas na sua vida pessoal, podem resultar em desmotivação e trazer sérias conseqüências para a organização. Manter a motivação é uma virtude, enquanto se vê algum sentido naquilo que se está fazendo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


       O líder motivado e motivador é fundamental na organização. Seu papel é de extrema importância e sua função é estratégica, para que os objetivos organizacionais sejam atingidos. Assumir um cargo de liderança, não é tarefa fácil; exige muita competência e muita dedicação, pois as pressões por resultados são grandes, e para atingir esse resultado, depende-se das pessoas da equipe.

           A expressão “líder desmotivado” é pouco conhecida, mas será mesmo que não existem líderes desmotivados? É claro que existem, mas será que se dá a eles a mesma atenção que aos demais colaboradores? Cabe a Gestão de Pessoas, transpor mais essa barreira organizacional.

       Liderança é uma capacidade, que nasce com a pessoa, ou que é desenvolvida por ela, dependendo da sua necessidade. É uma habilidade muito procurada pelas empresas, porém, o que se espera delas, é ser praticamente um “super-herói”, o que é um erro, não apenas porque super-heróis não existem, mas também porque se trata de um ser humano, conduzindo outros seres humanos.


REFERÊNCIAS


CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos na Empresa: Pessoas, organizações, sistemas. São Paulo: E. Atlas, 1989. 207 p.



HOOVER, John; VALENTI, Ângelo. Liderança Compartilhada: como alinhar o que as pessoas fazem melhor com o que as empresas precisam. São Paulo: E. Futura, 2006. 256 p.



HUNTER, James C. O monge e o executivo. Rio de Janeiro: E. Sextante, 2004. 139 p.



NÓBREGA, Clemente. Empresas de sucesso, pessoas infelizes?. Rio de Janeiro: E. Senac Rio, 2006. 248 p.



CARVALHO, Zenaide. Como manter o empregado motivado? O líder que faz a diferença.. Acesso em: 15 jul. 2008.



DAMETTO, André. Como se tornar um gestor de gestores. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2008.



FILHO, Luiz Almeida Marins. Os 12 maiores atributos da Liderança. Artigos. Disponível em: . Acesso em 11 jul. 2008.



LAGO, Alfredo. Coisas do Futebol. Fev. 2001. Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2008.



MARTINS, Débora. Tema do artigo: Líder, motive-se. Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2008.



Muito obrigada!
Permaneço a disposição!